Com as de 40 é mais gostoso

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Se eu pudesse dar apenas um bom motivo para que você invista em mulheres com mais de 40 anos, seria o seguinte: quando você estiver lá, estiradão na cama, olhando para o teto, depois de gozar, ela nunca perguntará o que você está pensando. Por duas razões.

Primeiro porque ela sabe que você não está pensando em nada, apenas curtindo aquele momento pós-trepada. Segundo porque ela fará a mesma coisa. Pode ser que algumas tenham vontade de perguntar, mas não o farão porque nessa altura do campeonato elas ao menos já sabem que é em vão – se você estivesse pensando em algo que ela devesse saber, você falaria.

Mas há uma série de outros motivos para que você se relacione com uma mulher madura. Odeio essa palavra porque ela sempre teve uma conotação negativa. Parece que daqui em diante é só ladeira abaixo. Não é mais.

Maturidade hoje vem acompanhada de outros benefícios. Mulheres de 40 são bem resolvidas com suas escolhas, muitas delas continuam solteiras ou estão novamente solteiras por opção, continuam bonitas, gostosas e com a vida sexual tinindo – justamente porque estão mais maduras. E vice-versa.

Maturidade sexual resolve metade das neuras que a gente tem.  E o reflexo dessa independência emocional é mais orgasmos para nós e para vocês. A última coisa que uma mulher bem resolvida vai pensar é: dou? Não dou? Ele vai me achar fácil? Ele vai me ligar no dia seguinte? Se essa mulher gostou de você, ela certamente vai querer transar porque é assim que conhecemos melhor as pessoas. E é a parte mais divertida. Essa mulher já sabe disso.

Mas vamos ao principal. Na cama você vai encontrar uma parceira sexual e não apenas uma coadjuvante. Eu sei, as novinhas estão safadas e dispostas a fazer tudo. Imagino como deve ser sedutor. Mas não é disso que eu falo. Fazer tudo tem uma carga enorme de curiosidade, experimentação e insegurança. A gente faz tudo porque não sabe exatamente o que gosta. E a gente só sabe o que gosta com experiência.

Com uma mulher na faixa dos 40 você vai para cama com uma certeza, ela vai gozar. Com ou sem a sua ajuda. Ela sabe como, quando e de que jeito mais gosta e não vai deixá-lo às escuras, tateando o interruptor num quarto desconhecido. Tenho certeza de que você me entende.

Ah, mas elas estão desesperadas, querendo casar, fazendo qualquer coisa para agarrar um homem, ouço por aí. Meu amigo, está na hora de rever suas crenças. Movimento feminista não serve só para reclamar de fiu fiu na rua. Muitas mulheres, e eu conheço algumas, nem cogitam ter filhos e muito menos estão desesperadas para casar com um sapo e ser infeliz para sempre. Quem não quer dividir a vida com uma pessoa bacana? A maioria. Mas enquanto isso não acontece, essas mulheres estão por aí se divertindo. E transando sem culpa.

Uma amiga se divide entre dois caras com menos de 30, que ela conheceu em aplicativos de relacionamento. Eles poderiam estar por aí, pegando novinhas, mas não saem do pé dela. Porque ela é legal e porque eles têm algo em comum, o sexo, que vai bem, obrigada.

Tem mais uma coisa que você vai adorar. Ela vai te bajular. Dizer o quanto você é gostoso, como seu pau é lindo, como você faz isso ou aquilo bem. Te convidar para ir à casa dela no meio da tarde ou da madrugada. Vai sorrir satisfeita, quase agradecida, pelo sexo incrível. Só não espere que ela queira dormir de conchinha. A gente até pode querer, só não temos pressa.

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Pior pesadelo, além de homem broxa, é aquele que demora para gozar

eterno enquanto duro

Se a gente fosse medir o sucesso de uma relação sexual pelo tempo que ela dura, chegaríamos à conclusão de que somos fracassados, segundo os inúmeros estudos que estão disponíveis. Não gosto muito de fazer comparações baseadas em pesquisas por duas razões. Primeiro porque as pessoas mentem sobre seu desempenho.

Segundo porque o que pode ser bom para alguns talvez seja um pesadelo para outros. Hoje quando ouço alguém dizer que transa todos os dias, duas, três vezes, só penso: que coisa de adolescente, adulto quer mesmo é gozar e dormir de conchinha. Brincadeiras à parte, você só deveria se preocupar com a duração de uma transa, se tiver ejaculação precoce (menos de um minuto) e se sempre deixa suas parceiras a ver navios. Mas a realidade é que 28,5% dos brasileiros estão insatisfeitos com o tempo de seu gozo.

Há inúmeros estudos que indicam o tempo ideal. Um deles aponta que o intervalo entre a penetração e ejaculação deveria durar entre um e 10 minutos. Outro diz que as relações duram de 33 segundos a 44 minutos. Obviamente, se você não se encaixa no padrão longa-duração, começa a se questionar por que isso acontece.

Que seja eterno, enquanto duro, sempre falo. Nada pior do que tentar prolongar o sexo quando o tesão já foi embora. Todo mundo, as mulheres inclusive, passado o fervor da juventude, desenvolve seus métodos e seu tempo. Ao menos deveria.

Homens mais jovens tendem a aguentar firmes e fortes durante 6,5 minutos. Os mais velhos duram 4,3 minutos. Enquanto que o tempo mediano (calculado entre a maioria que deu respostas próximas) fica em 5,4 minutos.

Honestamente, não faço a menor ideia do ideal. A gente já leva neuras demais para a cama, além do tesão, para ainda querer cronometrar o tempo que demora para gozar. Sim, no sexo, até os segundos contam, mas não é exatamente a duração entre a penetração e a ejaculação que faz a real diferença.

Não conheço nenhuma mulher que reclame do sexo porque o parceiro aguenta quatro ou seis minutos. As reclamações são de outra ordem. Muitas dizem que o pior pesadelo, além de homem broxa, é homem que demorar demais para gozar.

Sabemos que isso pode ser causado por estresse, por causa de medicação. Antidepressivos são um balde água fria na vida sexual de homens e mulheres. A gente entra em campo, mas pode demorar o tempo de uma partida de futebol para gritar gol. Tem gente que desiste.

Se você é um cara que tem certa dificuldade para chegar aos finalmente, nunca, jamais, em hipótese nenhuma faça ou deixe sua parceira gozar antes de você. Depois do orgasmo, o nível de lubrificação despenca e quanto mais tempo leva mais desagradável fica.

Pra tudo isso existe um único remédio. Detesto me repetir, mas o que serve para o apressadinho e para o devagar-quase-parando são as preliminares. Primeiro porque elas agregam tempo imaginário ao sexo e podem dar aquela falsa, mas necessária, impressão de que a gente passou um tempão transando. Beijar, acariciar, tirar a roupa e tudo mais entram na contagem psicológica.

Sexo oral e masturbação são tão ou mais prazerosos do que a penetração em si, e muitas vezes subestimados. Se você capricha, o orgasmo da mulher pode acontecer logo depois da penetração. Ela estará subindo pelas paredes e implorando para gozar. Isso significa que vai agradecer se você resolver a sua parada em cinco minutos e deitar ao seu lado abraçadinho.

O pós-sexo também prolonga a tal sensação de tempo de uma trepada. Não saia correndo para entrar no banho ou num táxi, se quiser apelar para esse trucão. Pau duro pode ser a metade da solução. A outra é um tanto de mise en scéne e psicologia.

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Por que as mulheres transam de primeira?

casal bike

Depois de dois anos de relacionamento e de ter descoberto que meu ex fazia frila na hora do almoço com a colega de trabalho, passei um mês encolhida embaixo da cama, esperando que a morte chegasse logo e me livrasse daquela dor. Traição é uma paulada na autoestima. E na libido, eu me sentia como uma samambaia no canto da sala.

Eu quase me culpava por ter levado um chifre. A dor vira uma loucurinha momentânea e a gente se questiona. Quem sabe se eu transasse duas vezes por dia, se eu tivesse usado mais aquele creme anticelulite, se eu praticasse pompoarismo?

A resposta é: quem sabe se eu não tivesse me relacionado com um cara que não consegue controlar o pinto dentro das calças? Mas na hora a gente tem certeza que a culpa é nossa porque nossa autoestima está arrasada, varrida para baixo do tapete.

É o tipo de ferida que só cura com o mesmo remédio: sexo. E transar com alguém que não tenha vínculo é o que tem melhor na prateleira porque tudo o que importa naquele momento é voltar a sentir-se a deusa do sexo. Mentira, só queria deixar de me sentir uma samambaia.

Meio dramático, eu sei. As mulheres estão mais bem resolvidas, mas chifre é coisa difícil de lidar. Então, se uma garota que você conheceu ontem no Tinder, topar a cama de primeira, você pode ser a última razão de ela estar transando com você. Eu quero provar pra mim mesmo que sou gostosa e que alguém ainda quer me comer. E você estava no lugar certo e na hora certa.

Autoestima é a resposta do por que muitas mulheres estão cada vez mais fazendo sexo sem compromisso e no primeiro encontro. A gente não está mais procurando aprovação masculina e nem amor como recompensa depois de uma trepada. Transar é bom, para você e para mim.

Mas esse desprendimento ganha força em algumas situações. Uma amiga conta que andava infeliz com ela mesma, sem tempo para atividade física ou para se cuidar. Bastou entrar nos eixos e ver as calças apertadas frouxas para a libido começar a sair pelo nariz. A gente pode até dizer que não se importa com a opinião do outro – o que é mentira, mas certamente se incomoda com o que não gosta na própria imagem. Quando viramos o jogo, o tesão é imediato e a gente quer extravasar. E você pode estar  no lugar certo, na hora certa.

Quebrar tabus também é uma explicação. Transar com um desconhecido ainda é um problemão para algumas mulheres. Durante muito tempo a maioria seguiu um protocolo de encontro. Jantarzinho, cinema, barzinho, piquenique no parque e só, então, sexo. Transar na primeira noite, com alguém que a gente mal conhece é quase como perder a virgindade de novo. A gente não faz ideia do que vai encontrar.

Só fiz isso depois dos 30 anos. Por insegurança, por medo, por simplesmente não saber como seria. Foi libertador. Me senti feliz em pegar minha bolsinha e ir embora sem trocar o telefone. E foi de caso pensado. Eu já queria aquilo fazia muito tempo. Muitas mulheres estão cada vez mais dispostas a ter esse tipo de experiência. Sorte sua se estiver no lugar certo, na hora certa.

Esses tabus acabam virando uma fantasia. Não conheço mulheres que saem de casa pensando “hoje vou transar”, mas as chances de acontecer em alguns momentos específicos são maiores. Uma amiga, que comemorava o aniversário, achou por bem celebrar com o pacote completo e acabou a noite na cama com um conhecido. “Não faria isso normalmente, mas estava feliz e foi natural”, me disse.

Viagens são outro momento em que o sexo casual se encaixa perfeitamente. Longe de casa, dos conhecidos, das cobranças e dos julgamentos. Aqui rola uma mistura de romance, sacanagem, magia, que viram um coquetel afrodisíaco difícil de resistir. Você só precisa estar no lugar certo e na hora certa.

Por último, tem mulher que transa de primeira para se vingar de outro. O que não tem nada a ver com ela, nem com você, nem com tesão. Mas acho que desse plano você não quer fazer parte.

 

 

 

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Dizer que já comeu é fácil, quero ver poder dizer que já fez gozar

sex, sleep  together

Eu sei que era muito mais fácil quando você convidava pra sair, você ligava no dia seguinte, você tirava a roupa, você tomava a iniciativa de fazer sexo oral, você decidia se queria dormir de conchinha ou capotar sem dar boa noite. Tudo dependia de você.

Sempre foi assim com todas as mulheres. Não é mais. Hoje, a mulher é um kinder-ovo. Você nunca sabe que surpresa vai encontrar quando leva uma garota desconhecida para cama.

Bom, já começa a mudar por aí. A mulher moderna, bem resolvida e feminista (sim, se ela vive sob o signo da igualdade, ela é feminista, queira você ou não, admita ela ou não) vai para a cama com quem ela quer, na hora que ela quer e faz só o que tem vontade.

Talvez você se sinta desconfortável ou surpreso com tanta atitude. Mas não é tão complicado, se encarar uma realidade: mulher gosta de sexo tanto quanto homem. Não apenas quando estão namorando, não apenas quando o homem quer, nem sempre com o mesmo, muitas vezes sem amor.

Lembro da cara de derrota de um casinho quando lá pela terceira vez que eu gozava e dizia que preferia dormir sozinha, ele se deu conta que era só sexo e não romance o que eu queria. Como se fosse exclusividade masculina satisfazer desejos sem estreitar laços.

Ficou magoado, quase deu chilique, foi embora e nunca mais apareceu. Pena. Mas ele, assim como você, precisa entender que a relação da mulher com o sexo mudou. É claro que você ainda vai dar de cara com exemplares típicos da dona Baratinha, louca pra casar com o príncipe encantado. Mas com essa, você já deve saber como lidar.

Falo da mulher que chega junto, chama para sair, anda com camisinha na bolsa, não dorme de conchinha sem afeto, sente tesão pelo tesão, liga na hora que quer, se recusa a transar quando não está a fim.

O modelo gostosa-e-burra ganha versão masculina: sarado-sem-conteúdo. Se for só diversão, prefiro um cara sarado, gostoso, disse uma leitora. Barriga tanquinho tem sua utilidade, brinca outra. É simples, do mesmo jeito que você sente tesão pela Paolla Oliveira, a mulherada sobe pelas paredes pelo Rodrigo Lombardi.

E não são apenas as solteiras que estão mudando de atitude. “Muitas vezes transei sem vontade, fiz por fazer. A gente acaba cedendo por “amor’ ou porque enfiam em nossa cabeça que temos que satisfazer nosso marido. Transei por medo que ele fosse procurar na rua o que não tinha em casa. Pois, então, que vá mesmo, se não for para respeitar meu corpo, não faço questão de tê-lo ao meu lado”, disse uma amiga.

Alguns homens reclamam que as mulheres estão agressivas, que perderam o romantismo. Um conhecido contou que depois de uma noite para lá de animada, fez café da manhã, levou na cama, mas a fofa disse que preferia dormir. E ele tomou café da manhã sozinho na sala.

Pode parecer um pouco de egoísmo, e é. Mas cansei de ouvir histórias parecidas do lado de cá. De como os homens só pensam neles. Parece que as mulheres estão fazendo o mesmo. E isso pode ser muito mais saudável para as relações.

Você não precisa mais fingir que vai ligar, que vai namorar, que está apaixonado só porque quer comer uma mulher. Assim como ela não precisa mais bancar a difícil, dizer que nunca fez “isso” ou fingir que gozou. “Dizer que já comeu é fácil, quero ver poder dizer que já me fez gozar”, brincam as moças nos grupos de conversa. Aceita que dói menos.

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Clube das mulheres invisíveis

old fashion

Todos ficaremos velhos, se não morrermos no meio do caminho. Não sei que tipo de velha serei fisicamente aos 60, muito menos aos 70 anos. Se farei pilates, se terei feito plásticas, se os cabelos ficarão brancos, se dormirei em tinas de botox. Talvez nada disso. Não sei se a genética vai ajudar, se os cremes serão camaradas, se o estresse cansará minha beleza.

Só tenho uma única certeza, serei uma velha assanhada. Não no sentido sexual – ainda que isso seja ótimo para a pele e para a alma. O que eu quero é continuar flertando com a vida, com as pessoas, com a alegria de ser quem sou, curtindo o que conquistei nesse caminho. Quero ser aos 70 uma versão melhorada do que eu fui aos 20, mesmo que as rugas digam o contrário, mesmo que o mundo insista em dizer não. Só assim a vida não para. Apenas assim a gente continua sendo mulher, no real sentido da palavra.

Não me canso de ouvir de mulheres com mais de 50 anos que ao chegarem a essa idade é como se ganhassem automaticamente um tapinha nas costas, um carimbo de prazo de validade vencido e um bilhete para o maravilhoso mundo das mulheres invisíveis. Um abismo onde não são mais ouvidas, vistas e não tem mais representatividade.

Como se sua missão tivesse sido cumprida e ela estivesse dispensada dessa coisa que se chama viver, no sentido mais amplo. Viram coadjuvantes das histórias de outras pessoas, quiça fazem uma ponta aqui, outra acolá. Suas vidas deixam de ser prioridade não apenas para os outros, mas para elas mesmas ao caírem na vala do esquecimento.

Muitas de nós repetimos, sem perceber, o protocolo pré-estabelecido de desaparecer como mulher aos olhos da sociedade. A gente vira, no máximo, a avô querida, a tia bacana, a colega divertida. Nos tornamos a samambaia do cantinho da sala. E nos conformamos com isso geração após geração. Sente mais esse peso quem nunca construiu sem próprio caminho porque depois que os anos passam não sobra nada, nem juventude.

Até que começamos a perceber que não precisamos e nem queremos nos enquadrar nesse script. Quando olho para mulheres como Diane Von Furstenberg (69), Charlotte Rampling (70), Michelle Obama (52), tenho a curiosidade imediata de saber se bebem água com limão em jejum, se fazem ioga, se comem glúten, se tomam uma taça de vinho por dia, se usam melatonina antes de dormir. Além do nome do dermatologista.

Mas há algo muito mais inspirador em todas elas que não está em nenhum livro, em nenhuma prateleira do Walgreens. Todas continuam, além de bonitas, extremamente sexy, interessantes, ativas, produtivas, provando que é possível recusar a carteirinha do clube das mulheres invisíveis em qualquer idade.

Em comum todas passaram suas vidas ocupadas em construir alicerces onde fincaram histórias de conquistas sociais, emocionais e materiais. São vencedoras de uma luta contra elas mesmas. É mais fácil e cômodo enrolar-se num xale, sentar na terceira fila  e esperar o restinho da vida passar, observando os outros se divertindo.

Essa aposentadoria compulsória a qual as mulheres sempre estiveram sujeitas começou a encontrar resistência com os movimentos feministas do século 20. E uma das maiores conquistas foi, sem dúvida, a ousadia de manter sua individualidade, seu protagonismo como mulher, sem ter que trocar a sua condição de fêmea pelo título de mãe, avó, tia. Sem ter que cortar o cabelo, descer o comprimento da saia ou negar a sua sexualidade, apenas porque passou da marca dos 60 anos.

Cada vez mais uma legião de anônimas vem se somando a esses exemplos famosos e estão criando a nova verdade do que é ser uma mulher madura. Todas elas são prova de que não são as rugas os maiores inimigos da existência e da sensualidade feminina, mas a alma envelhecida.

A velha definição de “velha” nunca esteve tão obsoleta. Começamos a perceber em cada esquina, na fila do supermercado, na mesa ao lado, na esteira da academia, mulheres experientes, vividas, seguras, independentes, bonitas e sexy, que estão redefinindo o que é envelhecer e como viver esse momento.

Me inspiro e recuso desde já o carimbo esgarçado e ultrapassado de velha ao ver por aí gente reluzente como Jane Fonda (78), Sophia Loren (81), Monica Bellucci (51). Não, obrigada.

Costumo dizer que bonita é a mulher que é amada. E não há amor maior do que aquele que sentimos quando gostamos do que nos tornamos. Quero me olhar no espelho daqui a alguns anos e me apaixonar todos os dias pelo que vivi. Não tem nada mais sexy do que se gostar. Não tem nada mais sexy do que se sentir viva. E isso vale para qualquer idade.

Harper’s Bazaar Junho 2016

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