Tamanho é documento

Para GQ

Essa é a notícia ruim. Agora, você pode relaxar e guardar a fita métrica na gaveta. A boa é quem nem todas as mulheres gostam do mesmo tamanho por questões muito simples. As pessoas são diferentes, têm anatomias diferentes, portanto sempre haverá um pinto que se encaixe perfeitamente em uma vagina. Pelo menos quase sempre.

GQ novembro

Em relação ao comprimento, há quase um consenso, a maioria fica feliz da vida com quem está dentro da média, que fica entre 12,5 cm e 17,5 cm. Isso quando o amigão está duro. Esse tamanho médio se molda como uma luva na vagina, que tem uma profundidade variável entre 9 cm e 12 cm, mas que é bastante flexível.

Sim, a pepeca – como é chamada no programa Amor&Sexo – é capaz de se expandir muito quando está excitada. Por isso conseguem encarar até proporções grotescas, como as que são mostradas em filmes pornôs. Tudo para deixar você acanhado e inseguro. Aquilo é show business, não tem nada a ver com prazer.

Para uma pepeca, digamos, amadora, a preferência recai muito menos no tamanho da arma e muito mais no calibre. É com isso que você deveria se preocupar. Se o seu pinto é pequeno e fino, talvez você tenha mais dificuldade de agradar a torcida. Mas se ele é parrudinho, posso garantir que você está no jogo.

Já conversei com especialistas sobre isso. Mas dessa vez fiz três enquetes com quem realmente interessa – além da minha própria percepção e experiência. Preparado? Disparado, as mulheres gostam de pinto de tamanho médio e grosso. Aquele que tem uma certa dificuldade de entrar na vagina, que proporciona fricção, num tamanho suficiente para um gostoso vaivém.

O estado de graça que a mulher fica quando é penetrada não é teatro. Tudo porque a maioria das terminações nervosas relacionadas ao prazer ficam na entrada da vagina. As preliminares são também importante porque quando você faz sexo oral ou brinca na vagina com seus dedos já está indo em parte ao que interessa. A penetração é como um primeiro gole d’água para uma garganta seca. Prazer imediato. Por isso a gente geme. De verdade.

Como eu sei disso? Por experiência. E porque mulheres falam do pinto dos homens com quem saem, da mesma forma que vocês compartilham suas impressões sobre peitos e bundas de fulaninha e ciclaninha. Igualzinho, sem tirar nem por – com o perdão da analogia. Sentamos no bar, pedimos uma cerveja e falamos de pau.

Pode ser mais grosso na base, mais fino na ponta, pequeno e cabeçudo, palito, parrudo, circuncidado, capitão gancho (torto para cima), vesgo (torto para o lado), anzol (torto para baixo). O formato não importa muito, desde que seja robusto, firme e duro. Bem duro. E claro, funcione. Como dizem por aí: não importa o tamanho da varinha, desde que ela faça mágica.

Tamanhos PPP e GGG tem pouco valor de mercado, quase nenhuma gosta. Pela mesma razão, causam mais incomodo do que prazer. Muito pequeno pode ser constrangedor se o cara não souber como tirar o melhor do seu equipamento. Por outro lado, poucas mulheres sentem prazer em sentir um pinto cutucando o útero ou entrando com muita dificuldade. Então, a não ser que o seu amigão acanhado seja um desafio para a medicina, relaxe. Quem posa de grandão pode sofrer o mesmo tipo de rejeição.

E vocês contam com uma vantagem muito grande nessa história toda. Para uma noite de sacanagem, cada vez mais o tamanho é um baita de um cartão de visita, mas quando a história vai adiante, a maioria das mulheres avalia o conjunto da obra. Você pode até ter um pau mais ou menos, mas se souber fazer todo o resto bem feito, incluindo ser um cara parceiro, carinhoso e leal, a nota final da sua performance pode subir e muito. Mulheres são menos propensas a largar um cara por causa do pinto. Ao menos por enquanto.

Sobre mariliz pereira jorge

Sou jornalista, moro no Rio, mas vivo com um pé – e metade do coração – em São Paulo, onde morei até maio de 2012. Adoro o cheiro do aeroporto, de andar em calçadas desconhecidas, de ouvir línguas que não entendo! De dançar até as pernas cansarem e de dar risada até a barriga doer… Não vivo sem Coltrane, cerveja gelada e sorvete no inverno. Adoro gente. Adoro tentar entender as loucuras da alma. Da minha e dos outros. E gosto de transformar isso em palavras, em frases e histórias. Hoje, sou colunista da Folha de S.Paulo, da revista GQ, roteirista de TV e dona do meu nariz. Todo conteúdo publicado no blog é de minha autoria. Fui editora da Folha de S.Paulo, da TV Globo, das revistas Women’s Health e Men’s Health, repórter de Veja, além de ter contribuído para veículos como O Estado de S.Paulo, revistas Nova, VIP, Viva Saúde entre outros. Dei minhas voltinhas no mundo da publicidade, produzindo conteúdo para Brastemp, Consul e Itaú.
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