O que os homens precisam nos dizer sobre sexo oral

Para GQ

Sexo oral é como beijo na boca, tem que encaixar. Com uma diferença, se a gente não gosta do beijo de cara é difícil que a situação se reverta porque ninguém dirá nada como ‘feche mais a boca’, ‘não enfie a língua na minha garganta’, ‘pare de babar’. O beijo é o curriculum vitae do amor na prática. É o primeira aprovação para aqueles três meses iniciais de experiência. A gente não desiste de uma relação no início por várias razões, por causa do beijo rescindimos o contrato.
GQ outubro

Mas dificilmente alguém pula fora porque o sexo oral é ruim ou só dá para o gasto. Infelizmente nem sempre quem ajoelha reza com louvor. Nem é falta de fé, é falta de jeito. Mas quase sempre há solução se a parceira se perde nas carícias orais.

Bate uma insegurança enorme de todos os lados. Talvez você não tenha certeza até hoje onde raios fica o ponto G, duvide mesmo de sua existência. A mulherada passa pelas mesmas incertezas, ainda mais quando está com um parceiro novo.

Uma coisa fique bem clara, tem mulher que tem medo de pinto. Algumas tem nojo. E tem várias que não sabem exatamente o que fazer com ele.

O mundo está um pouco diferente – ainda bem – e a gente conquista aos poucos o direito de transar com quantas pessoas quisermos. Mas, ao longo da vida, a maioria das mulheres ainda tem muito menos parceiros sexuais do que os homens. Isso significa menos experiência, menos rebolado na hora de cair com a boca na botija. Merecemos um crédito se a coisa toda sair meio desajeitada no começo. E pode ter certeza, contamos com a sua ajuda.

Minha amigas falam em coro que só tem duas coisas piores do que um homem que não fala nada, não sinaliza se está gostando do boquete: quando vocês empurram a nossa cabeça em direção ao pinto, e quando insistem para que a nossa boca dê um jeito naquele ser inanimado e murcho dentro da sua cueca.

Como eu disse antes, tem mulher que não gosta. Mas forçar a barra só vai deixá-la constrangida e sem tesão para o que realmente interessa. Sim, não é justo que você passe um tempão lá se lambuzando e ela nada. Mas se a história vale a pena, só o tempo, muito carinho e confiança para que ela fique à vontade e descubras as setes maravilhas de chupar um pau. E quando sobra vontade nem a falta de técnica atrapalha.

Dito isso, outro potencializador de sexo frustrado é você querer transar sem vontade de transar e insistir que a mulher lhe deixe no ponto com um boquete. Ela pode até tomar a iniciativa, mas deixe a decisão para ela. Mesmo as garotas que gostam da brincadeira – e pode ter certeza que tem muitas que gostam – desanimam com aquela imagem tímida e xoxa em sua frente. Mulheres se excitam com um homem pelado, acham o pinto bonito, desde que esteja duro, brilhante e bem disposto.

Quando conhecemos alguém tudo é novidade. Do mesmo jeito que a gente não sabe se você dorme de bruços ou de ladinho, se tem hérnia de disco e se gosta mais de transar de manhã ou à noite, quase impossível sabermos exatamente como você gosta de sexo oral. É uma infinidade de possibilidades. Pego com força ou bem de levinho, ou nem ponho a mão? Lambo, chupo ou faço sucção? Aperto seus testículos ou só faço um agrado? Mais rápido ou mais devagar?

Não, não dá pra saber. A gente vai no instinto, e ele pode nos levar pelo caminho errado. Você fica frustrado e sua parceira se acha incapaz. Mesmo com toda experiência, o índice de acerto será infinitamente maior se você fizer apenas uma coisa: falar. Diga o que gosta, o que prefere, diga que está gostoso, que está incrível. É estimulante saber que todo mundo está se divertindo.

Certamente você se sente feliz quando percebe que deu prazer a uma mulher. A gente sente a mesma coisa. Mas calma lá com a euforia. Não vale explodir de felicidade na boca alheia sem aviso ou acordo prévio. Algumas – certíssimas – se preocupam com DSTs, outras vão ficar constrangidas sem saber se cospem ou engolem, além das que têm nojo. Não importa a razão dela, o combinado não é caro, e vale pra tudo na vida.

Sobre mariliz pereira jorge

Sou jornalista, moro no Rio, mas vivo com um pé – e metade do coração – em São Paulo, onde morei até maio de 2012. Adoro o cheiro do aeroporto, de andar em calçadas desconhecidas, de ouvir línguas que não entendo! De dançar até as pernas cansarem e de dar risada até a barriga doer… Não vivo sem Coltrane, cerveja gelada e sorvete no inverno. Adoro gente. Adoro tentar entender as loucuras da alma. Da minha e dos outros. E gosto de transformar isso em palavras, em frases e histórias. Hoje, sou colunista da Folha de S.Paulo, da revista GQ, roteirista de TV e dona do meu nariz. Todo conteúdo publicado no blog é de minha autoria. Fui editora da Folha de S.Paulo, da TV Globo, das revistas Women’s Health e Men’s Health, repórter de Veja, além de ter contribuído para veículos como O Estado de S.Paulo, revistas Nova, VIP, Viva Saúde entre outros. Dei minhas voltinhas no mundo da publicidade, produzindo conteúdo para Brastemp, Consul e Itaú.
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3 respostas para O que os homens precisam nos dizer sobre sexo oral

  1. Oscar alhos menezes filho disse:

    Quanta baixaria. Por isso Soh tem putisse hj nos relacionamentos.

  2. Gabriel Couto disse:

    Maravilha de texto! Aliás, como todos que você faz. =D

  3. Joao Dias disse:

    Nada como uma boa conversa antes, durante e depois, e depois tudo de novo.

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