Como é difícil dizer eu te amo

conchinha

‘Você disse o quê?’

‘Que eu te amo.’

Silêncio.

‘Isso vai ter revanche’, foi a única coisa que pensei.

Rimos e nos beijamos. Suspirei, aliviada e protegida pela escuridão do quarto. Meu coração dava cambalhotas, porque é assim que ele fica quando está feliz ou confuso. Corri para o banheiro para que ele não sentisse meu peito parecendo a Orquestra Voadora, no primeiro dia de Carnaval, e não visse minhas bochechas num vermelho pimentão.

O escuro é o cúmplice camarada dos ‘eu te amo’ não correspondidos. Ele alivia o constrangimento mútuo. Desacelera o tempo para que dê tempo que tudo seja esquecido quando amanhece. Pode ter sido sonho. Pode ter sido muito vinho. O dia vem com suas buzinas, marteladas, gente vindo e indo, logo ali sob a janela. É muito barulho para revanche, não tem clima pra ‘eu te amo’, ainda mais quando não tem mesmo clima.

Sempre tive medo do ‘eu te amo’, porque muitas vezes o ‘eu te amo’ traz o medo que não existia. O medo de perder o amor, o medo de…

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Sobre mariliz pereira jorge

Sou jornalista, moro no Rio, mas vivo com um pé – e metade do coração – em São Paulo, onde morei até maio de 2012. Adoro o cheiro do aeroporto, de andar em calçadas desconhecidas, de ouvir línguas que não entendo! De dançar até as pernas cansarem e de dar risada até a barriga doer… Não vivo sem Coltrane, cerveja gelada e sorvete no inverno. Adoro gente. Adoro tentar entender as loucuras da alma. Da minha e dos outros. E gosto de transformar isso em palavras, em frases e histórias. Hoje, sou colunista da Folha de S.Paulo, da revista GQ, roteirista de TV e dona do meu nariz. Todo conteúdo publicado no blog é de minha autoria. Fui editora da Folha de S.Paulo, da TV Globo, das revistas Women’s Health e Men’s Health, repórter de Veja, além de ter contribuído para veículos como O Estado de S.Paulo, revistas Nova, VIP, Viva Saúde entre outros. Dei minhas voltinhas no mundo da publicidade, produzindo conteúdo para Brastemp, Consul e Itaú.
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