O que aprendemos com amigos homens

amizade homem

“Se você quiser, eu posso esperá-lo na saída do trabalho e dar um murro na cara, porque é o que ele merece”, me disse Kiyo, um dos meus melhores amigos. Enquanto eu fiquei horas tentando entender com a minha melhor amiga por que aquele cara com quem eu dividia a toalha de rosto tinha me presenteado com um chifre, Kiyo resolveu o problema de uma forma em que os homens são mestres: foi prático.
Me pareceu uma vingança justa. Parei de chorar. E pensei em como a minha vida tem sido muito melhor por causa das amizades masculinas que cultivo desde criança.

Eu deveria ter uns 11 anos quando tirava racha de Mobilete com o Junior, irmão da Fabiana. Olhava para ele com admiração e via nele um amigo. Depois teve o Royce, que se borrou comigo brincando de Tabua Ouija. Puta sufoco fazer o espírito ir embora. A gente tinha uns 14 anos, mas dividia a raia dos treinos de natação bem antes disso. Rolou até um namorico, mas logo percebi que ele era muito melhor como fiel escudeiro – e vice-versa – do que qualquer outra coisa.

Então, fiquei mega amiga do Marquinhos, que levava a galera pra cima e pra baixo num Voyage prata rebaixado. Ele era o único com mais de 18 e carta de habilitação. Ídolo. E conselheiro.

Em nossa lista de prioridades, ter um amigo homem deveria estar lá no topo. Antes de passar protetor solar todos os dias, fazer um plano de previdência privada, não comer glúten, fazer aula de balé fitness.

Ele ri da nossa cara, não se comove facilmente e nos chama de ridícula ou louca de cara, sem rodeio, sem discussão. E o melhor: nunca fica de mal. Simplifica a vida.

É um troca-troca sem sacanagem. Eles também ganham quando convivem com uma mulher que não estão comendo – e que não têm a menor intenção de comer. Eles podem até pensar em comer, mas passa. Ficam à vontade para serem homens menos machos. E os gays mais gays. Eu convivo com os dois tipos.

Aprendi um bocado de coisas. Não tudo, mas tenho tentado com a ajuda deles. E é bom saber que eles estão por perto se eu precisar de ajuda para bater em alguém.

Aqui, o que me falam sobre eles, sobre as mulheres e sobre a vida.

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O que aprendemos com amigos homens

Sobre mariliz pereira jorge

Sou jornalista, moro no Rio, mas vivo com um pé – e metade do coração – em São Paulo, onde morei até maio de 2012. Adoro o cheiro do aeroporto, de andar em calçadas desconhecidas, de ouvir línguas que não entendo! De dançar até as pernas cansarem e de dar risada até a barriga doer… Não vivo sem Coltrane, cerveja gelada e sorvete no inverno. Adoro gente. Adoro tentar entender as loucuras da alma. Da minha e dos outros. E gosto de transformar isso em palavras, em frases e histórias. Hoje, sou colunista da Folha de S.Paulo, da revista GQ, roteirista de TV e dona do meu nariz. Todo conteúdo publicado no blog é de minha autoria. Fui editora da Folha de S.Paulo, da TV Globo, das revistas Women’s Health e Men’s Health, repórter de Veja, além de ter contribuído para veículos como O Estado de S.Paulo, revistas Nova, VIP, Viva Saúde entre outros. Dei minhas voltinhas no mundo da publicidade, produzindo conteúdo para Brastemp, Consul e Itaú.
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4 respostas para O que aprendemos com amigos homens

  1. Poxa, Mariliz! Que chato 😦 Fiquei triste. Texto perfeito, assim como todos os outros. Estou viciado.

  2. Thaynann Rossini disse:

    Mariliz,
    Me fascino pela forma como você escreve seus textos. Parabéns por ter essa alma sensível e mente brilhante. Continue porque é um prazer ler o que você escreve.
    Thaynann.

  3. José Olympio Corrêa Meyer disse:

    Sensacional. Muito gostoso de ler os seus textos. Parabéns pelo seu trabalho.

  4. Angela disse:

    Mariliz, um bjo adorei tudo quero te conhecer você sou eu kkkkkkkkkk,

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