Parar de viver é de matar

mudança

Pode ser uma casa, um trabalho, uma cidade, um amor. Fechar um ciclo e começar outro é sempre difícil. Mesmo que seja o que a gente mais quer na vida.

Há dois anos, eu fiz um bate-volta entre São Paulo e Rio para uma entrevista de trabalho. Só avisei minha mãe. Vai que eu morro e ninguém sabe onde estou. Achei que seria aquele lero-lero, entraremos em contato, obrigada por ter vindo. A gente te quer, escutei da minha nova futura chefe. Passei a noite sem dormir. Entrei no avião para voltar para São Paulo. Como assim, vou mudar de casa, de cidade, de trabalho, de amigos, de tudo? Fui vomitar no banheiro. Disse à comissária que poderia ser gravidez. Mentira, mas preferi que ela pensasse que era isso a achar que eu estava de pileque às sete da manhã.

Eu sei porque me menti. Eu sabia que teria que enfrentar olhares, interrogações e justificar que iria mudar minha vida de novo. Garota, você não sossega, já não está bom?

Não.

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Parar de viver é de matar

Sobre mariliz pereira jorge

Sou jornalista, moro no Rio, mas vivo com um pé – e metade do coração – em São Paulo, onde morei até maio de 2012. Adoro o cheiro do aeroporto, de andar em calçadas desconhecidas, de ouvir línguas que não entendo! De dançar até as pernas cansarem e de dar risada até a barriga doer… Não vivo sem Coltrane, cerveja gelada e sorvete no inverno. Adoro gente. Adoro tentar entender as loucuras da alma. Da minha e dos outros. E gosto de transformar isso em palavras, em frases e histórias. Hoje, sou colunista da Folha de S.Paulo, da revista GQ, roteirista de TV e dona do meu nariz. Todo conteúdo publicado no blog é de minha autoria. Fui editora da Folha de S.Paulo, da TV Globo, das revistas Women’s Health e Men’s Health, repórter de Veja, além de ter contribuído para veículos como O Estado de S.Paulo, revistas Nova, VIP, Viva Saúde entre outros. Dei minhas voltinhas no mundo da publicidade, produzindo conteúdo para Brastemp, Consul e Itaú.
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3 respostas para Parar de viver é de matar

  1. Oi Mariliz. Me reconheci no seu seu texto! Esse sensação de que a vida está morna de fato, torna-se um tédio e a gente sai “caçando assunto”, como diria minha mãe ! rs. Mas enfrentar o desconhecido é demais, justamente porque gera mais adrenalina aqui dentro, eu acho.
    Por outro lado a meditação tem me trazido um pouco mais de paz e satisfação com o momento presente por mais difícil que isso possa parecer e me ajuda a reconhecer paz, alegria dentro de mim independentemente dos acontecimentos.
    Escrevo sobre isso lá na minha página: http://www.cantinhodasgentilezas.wordpress.com. Sobre desacelerar um pouco..e isso não significa necessariamente estar com a vida parada e sem graça.
    Um bjo e adorei seu texto!
    Obrigado.
    Fernanda

  2. sheilight disse:

    Bom ouvir isso! Bom saber que a gente não está sozinha!!! 😉

  3. Luci Martins disse:

    Li sua reportagem intitulada “Parar de Viver é de Matar” e me identifiquei com aquela pessoa que aparentemente no texto você inveja. Pensei, sou eu??? É Mariliz, eu acordo de manhã e tomo um café razoável. Vou trabalhar. Volto e almoço os meus legumes e folhas entre outras gostosuras que a minha imaginação e as minhas mãos me permitem tornar reais. Em minha cozinha não entra miojo. No mês de maio assinei a Netflix. Gostei! Tiro férias fracionadas e às vezes viajo. Às vezes fico em casa. Amo a tranquilidade do meu ninho. Reúno amigos aqui ou fora. Tudo pelo simples prazer de rir, comer, beber, falar bobagens, ouvir. O ritual do almoço com os pais no Natal deixou de existir quando eles faleceram. Mas tenho irmãos, sobrinhos, alguns bons amigos e principalmente um coração tranquilo que me permite sentir prazer nas pequenas coisas da vida. Não tenho carro. Não deu vontade, ainda. Mas tenho uma bicicleta. Tenho-a por duas razões. A primeira é que adoro pedalar. A segunda é que essa brincadeira é saudável e ainda me dá prazer. No seu texto você se refere também a uma casa quitada. Pois sim. Já quitei um apartamento e me senti abençoada. Depois resolvi vender e comprar um maior. Quitei também e me senti novamente abençoada. Agora vou contar um segredo. A minha vida não foi programadinha. Assim como a vida de muitas pessoas não é. Mas será que existe vida programadinha? Se existe escreva a receita, pois aquilo que para alguns é desconfortável, morno e medíocre para outros é pura realização. É assim! A minha vida foi de longos anos de trabalho e reflexão, sempre tentando aprender a lidar com as adversidades do dia-a-dia sem perder o foco, o sonho. Sonho realizado? Vamos comemorar hoje! Amanhã é outro dia.

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